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OS BENEFÍCIOS DE OLHAR PARA DENTRO DA INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO


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Em tempos de crise econômica e de escassez, procuramos nos adaptar a essa realidade; é momento de rever e concretizar parcerias, abrir e fechar cursos e turmas, eventualmente conceder descontos e ajustar mensalidades.

Uma oportunidade de olhar para a concorrência, captar novos ingressantes e fidelizar o aluno; estas ações visam à sobrevivência da instituição e consomem boa parte do tempo do gestor para o que está acontecendo fora dos muros da IES.

Quero chamar a atenção para o que pode estar acontecendo dentro da instituição de ensino, que na maioria das vezes, pela “correria” do dia a dia, passa despercebido pelos olhares de quem já está envolvido nos processos internos e nas pressões externas. Algumas reflexões que merecem ser feitas: Quantas novas ideias foram implementadas neste ano? Conseguiu se reunir e ouvir ativamente os seus pares de trabalhos e colegas de outros setores? E os professores e alunos? O planejamento estratégico está atualizado e com as metas claras e objetivas para todos?

Muitas vezes, a resposta vem agregada com as clássicas justificativas: da alta demanda de trabalho, no próximo semestre será diferente, que as coisas sempre foram realizadas dessa forma, os processos internos não permitem mudanças e o sistema integrado de gestão não está aderente.

Ouvir as necessidades dos departamentos, conhecer o que lhes gera retrabalho, quais processos são realizados manualmente, e assim por diante, são perguntas que muitas vezes os envolvidos já sabem as respostas, porém falta avaliar quais das mudanças são prioritárias e implementá-las.

Os benefícios vão além das melhorias nos processos internos, podendo influenciar também o clima institucional, além proporcionar sinergia e senso de pertencimento, pelo fato da colaboração e sugestões de melhorias.

A ideia é manter também o olhar dos gestores para dentro de casa, realizando possíveis economias e retendo o seu público alvo, e trabalhando com o melhor que a instituição possui que são as pessoas que nela trabalham e estudam, além de manter o planejamento estratégico da instituição condizente com a sua realidade e necessidade.

Sugere-se uma conversa entre os principais atores da instituição de ensino (discentes, docentes e técnicos administrativos responsáveis pelos setores), com ajuda de mediadores externos e isentos nos processos. Ouvir os grupos em um ambiente preparado e otimizado para essa atividade, com um roteiro semiestruturado de questões, focado nos pontos e objetivos em busca de melhorias entre as áreas e a instituição. Ao final desse processo a instituição de ensino receberá um diagnóstico contendo uma proposta e a avaliação do modus operandi da IES, com recomendações, fatores críticos de sucesso e comparação com indicadores de mercado.

A proposta inicial dessa reflexão vem para auxiliar na possível quebra de paradigma, que podemos nos reinventar, melhorar processos de trabalhos e tornando-os mais claros e compreendidos por todos dentro da IES. Carl Jung já dizia, que quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.

Marcello Paskulin

Sabrina Fanhani

Consultora Hoper Educação

EXPEDIENTE:

Revisão: Márcio Schünnerman – Diagramação: Laura Neves

ATENÇÃO: Não é permitida a reprodução integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é permitida

apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime (Lei 9610/98).

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